O que já existe vem a público 22/03/2019

Depois de identificada a chefe de missão, a nutricionista Margarida Lopes, coordenadora dos projetos de nutrição da ONG Helpo (com experiência de trabalho em São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique), os seus esforços concentraram-se na identificação de materiais de trabalho que seriam úteis nos próximos 6 meses de intervenção. O ponto de partida era a descrição das irmãs com quem íamos conseguindo falar, a espaços, e apenas via whatsaap, por vezes apenas através da gravação e envio de mensagens áudio.

Em Moçambique, as equipas radicadas em Cabo Delgado e Nampula começaram a receber ofertas: apoio em materiais, apoio em serviços de empresas que não queriam, não podiam deixar de ajudar. Quando se vive num contexto lado a lado com a pobreza e se vê perto de 2 milhões de pessoas serem violentamente sacudidas na sua fragilidade, é impossível ficar indiferente. A rota aleatória do ciclone poderia ter escolhido passar mais a norte, poderia ter sido bruscamente desviada para o sul, e nesse caso, aquele cenário, poderia ter varrido a casa a qualquer um de nós!

Decidimos de imediato agir em duas frentes: levámos a cabo uma recolha de fundos e de materiais em Portugal, que sustentassem a missão de emergência com o foco da nutrição materno-infantil nos próximos 6 meses; e iniciámos uma recolha de bens de primeira necessidade identificados como urgentes pelas missionárias que nos acolheriam dias depois, e que seriam enviados para o Dombe pelas empresas Construsoyo (oferta do transporte de 16 toneladas de carga entre Pemba e Nampula) e Polar (oferta do transporte de 30 toneladas de carga entre Nampula e Chimoio) e que partiriam para o destino ainda durante o mês de Março.

Afinal o nó na garganta não conhece fronteiras. Em qualquer país do mundo é duro assistir ao sofrimento alheio e é duro vê-lo num expoente tão exagerado, numa luta de David e Golias, e às vezes em direto através da TV!

Dia 22 de março, estávamos já prontos para falar com bastante detalhe (aquele que uma boa dose de imprevistos possa permitir), do que estávamos a fazer, do que estamos a fazer, e do que iremos fazer. O coordenador nacional da Helpo em Moçambique falou da missão de emergência na rtp3 e rtp2. O que já sabíamos dentro de portas há alguns dias, veio a público.#Idai

 

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