Suster a respiração até ao final 2/04/2019

A estrada que liga o Chimoio ao Dombe desembrulha-se em curvas e contracurvas desenhadas nas montanhas. O primeiro camião que faz o transporte de parte da carga do Chimoio ao Dombe partiu e os dois carros da Helpo que transportam a equipa seguiram-lhe o rasto. Antes de chegar ao seu destino, o camião despistou-se e acabou por sair da estrada. Não tombou, ninguém se feriu, mas o destino da carga acabou por ficar irremediavelmente mais distante. Rapidamente as pessoas se posicionaram para remediar o problema: um dos carros ficou junto à carga e ao motorista do camião, o outro seguiu para o Dombe, de forma a largar passageiros e dirigir-se ao posto de polícia que deveria deslocar-se ao local. O sr. bispo foi chamado a ajudar e em pouco tempo (antes do anoitecer), o camião voltou à estrada.

A descrição do que a equipa encontrou ao chegar à missão é difícil de classificar: as pessoas, retiradas da missão pelas equipas que procuram efetuar o realojamento em zonas altas mais seguras, estão acomodadas debaixo de plásticos presos em estacas e com parcas cordas. As irmãs entristecem-se ao contar que na missão podiam servir refeições prontas, ao passo que agora as pessoas recebem comida mas não têm onde nem como cozinhar. Recomeçar parece ser uma palavra que encontra obstáculos a cada sílaba!

A 500m da missão, um outro projeto religioso ficou submerso, os mais de 500 cabritos e 200 galinhas desapareceram. Morreram. Com eles morreu muita gente, desapareceu muita coisa, mas a resiliência de quem restou é impressionante e tudo o que é bom contagia rapidamente a equipa. A vontade não esmorece, só se multiplica. Os problemas resolvem-se um de cada vez, e nós estamos aqui para procurar fazer parte das soluções.#Idai

One thought on “Suster a respiração até ao final 2/04/2019

  1. Chegar é o início de partir. De imediato, para a ação que levou a equipa ao Dombe. A desenvolver metodicamente, profissionalmente, com compaixão, mas sem paternalismos. No fim, partir para outra! A minha solidariedade para estes e estas “guerrilheiros da paz”!

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